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segunda-feira, 20 de abril de 2026


NÃO BASTAM OS GADOS AGORA QUEREM OS JUMENTOS

 

     De abandonado a ativo bilionário: mercado pode transformar os jumentos em nova força do agro brasileiro Escrito por Marcella Frade 18 de abril de 2026 - 08h09 Atualizado em 18 de abril de 2026 - 08h13 Gerado por IA Com mais de 730 mil jumentos no país e demanda global bilionária puxada pela China, cadeia do abate ganha respaldo econômico; especialistas apontam que valorização pode estimular criação e tirar o jumento da rota do abandono Durante muito tempo, os jumentos foram sinônimo de resistência no campo brasileiro. Presente principalmente no Nordeste, foi peça-chave no transporte, na lida diária e na sobrevivência de milhares de famílias. Com o avanço da mecanização e a substituição por veículos motorizados, esse cenário mudou drasticamente. Sem função econômica definida, milhares de animais passaram a ser abandonados, soltos em rodovias e propriedades, tornando-se um problema social, logístico e sanitário. É nesse contexto que o mercado de abate e exportação ressurge como alternativa econômica — e também como um dos temas mais debatidos dentro do agro. Mas, diferente do que muitas análises superficiais sugerem, o debate atual já não gira apenas em torno de opinião. Há dados concretos, estudos acadêmicos e informações de mercado internacional que mostram que o jumento entrou, de fato, em uma cadeia global bilionária.   Clique aqui para seguir o canal do CompreRural no Whatsapp É nesse contexto que surge uma cadeia controversa, mas economicamente relevante: o mercado de abate e exportação de jumentos, que passou a reposicionar o animal como ativo dentro de uma cadeia internacional altamente lucrativa. A lógica é direta: quando há mercado, há interesse em produzir; quando não há valor econômico, o abandono tende a crescer.

     Leia mais em: https://www.comprerural.com/de-abandonado-a-ativo-bilionario-mercado-pode-transformar-os-jumentos-em-nova-forca-do-agro-brasileiro/

     O tamanho do rebanho de jumentos: um ativo ainda relevante no Brasil Levantamento recente da World Population Review aponta que o Brasil possui mais de 730 mil jumentos em 2026, número que reposiciona o país como um dos maiores detentores desse tipo de animal no mundo. A entidade, sediada na Califórnia, consolida dados a partir de bases como Nações Unidas e institutos oficiais de estatística, utilizando metodologias reconhecidas internacionalmente para projeções demográficas. Esse dado muda a lógica do debate: o jumento não é um animal residual — é um ativo biológico relevante, ainda presente em escala significativa no território nacional. Uma indústria global bilionária: o motor econômico por trás do mercado O principal vetor de crescimento dessa cadeia está na Ásia, especialmente na China, com a produção do ejiao, um derivado do colágeno da pele do jumento utilizado na medicina tradicional e na indústria de suplementos. Dados da agência internacional Reuters mostram que: A demanda global exige cerca de 5,9 milhões de peles por ano A população de jumentos na China caiu mais de 80% nas últimas décadas O preço do ejiao subiu cerca de 30 vezes em 10 anos Empresas líderes do setor registraram lucros superiores a 1 bilhão de yuans por ano Ou seja, existe uma equação clara: alta demanda + escassez de matéria-prima = pressão internacional por novos fornecedores. É nesse espaço que o Brasil entra. O mercado brasileiro: números, receita e potencial de crescimento Mesmo com limitações regulatórias e operacionais, o Brasil já apresentou números relevantes nesse setor. Em um dos períodos de maior atividade, frigoríficos autorizados exportaram mais de 25 mil toneladas de produtos derivados de asininos, gerando aproximadamente US$ 40 milhões em receita. Na ponta da operação, os números ajudam a entender o interesse do setor: Receita média de cerca de R$ 370 por animal abatido Possibilidade de alcançar até R$ 870 por animal com exportação direta para a China ou seja, há dinheiro na mesa — e ele cresce conforme a cadeia se aproxima do mercado final. Além disso, dados oficiais apresentados pela Advocacia-Geral da União (AGU) indicam: Centenas de empregos diretos e indiretos Participação de produtores rurais como fornecedores Estrutura de frigoríficos com inspeção federal (SIF) Isso confirma que não se trata de um mercado informal — mas de uma cadeia que já operou dentro de parâmetros sanitários e comerciais reconhecidos. O ponto central: sem mercado, não há produção A base do argumento econômico pró-abate é simples e respaldada por lógica produtiva: nenhuma espécie é criada em escala sem retorno financeiro. Sem valor econômico, não há investimento, planejamento ou interesse na manutenção e expansão do rebanho. Estudos acadêmicos publicados pela Universidade de São Paulo (USP), na Brazilian Journal of Veterinary Research and Animal Science, reforçam esse cenário ao apontar que o Brasil ainda não possui uma cadeia estruturada de criação de jumentos. Segundo a pesquisa, a oferta atual está ligada, em grande parte, a animais soltos ou recolhidos, o que limita qualquer avanço produtivo mais consistente. Além disso, há um fator biológico relevante: a reprodução dos jumentos é lenta, com gestação de aproximadamente 12 meses, o que dificulta a reposição rápida do rebanho. Ainda assim, o ponto central destacado pelos pesquisadores é outro: sem demanda econômica consistente, não há estímulo para a reprodução organizada, o que impede a formação de uma cadeia produtiva sólida no país. De extrativismo à pecuária estruturada: onde está a oportunidade Hoje, o Brasil ainda opera, em parte, em um modelo extrativista — coletando um estoque existente de animais. No entanto, especialistas e agentes do setor defendem que a abertura de mercado pode ser o gatilho para uma nova cadeia pecuária, com: Programas de reprodução Melhoramento genético Rastreabilidade Integração produtiva (modelo semelhante ao bovino) Na prática, isso significaria transformar o jumento em uma nova fronteira do agro, especialmente em regiões de baixa mecanização. Foto: Divulgação Muito além da pele: carne, exportação e subprodutos Embora o couro seja o principal driver econômico, a cadeia produtiva do jumento não se limita a esse único fator. Há espaço para ampliação e diversificação das receitas, o que pode aumentar significativamente a viabilidade do setor no longo prazo. Entre as possibilidades, destaca-se a exportação de carne, que já foi realizada para mercados asiáticos, além do uso industrial de subprodutos, ampliando o aproveitamento da matéria-prima. Esse movimento abre caminho para um modelo mais eficiente, baseado no conceito de aproveitamento integral do animal, prática comum em outras cadeias pecuárias. Esse tipo de estrutura já é realidade em setores consolidados do agro, onde o valor está diretamente ligado à eficiência produtiva e ao uso completo dos recursos disponíveis, elevando a rentabilidade e reduzindo desperdícios. O fator crítico: abandono dos jumentos versus valorização dos jumentos O Brasil vive hoje um paradoxo claro. De um lado: Animais abandonados Acidentes em rodovias faltam de política de manejo De outro: Um mercado internacional bilionário Demanda crescente Possibilidade de geração de renda nesse cenário, o maior risco para o jumento não é apenas o abate — é a ausência de valor econômico. Sem função e sem mercado, o animal tende a desaparecer lentamente do sistema produtivo. Com valor, passa a ser: Criado Manejado Integrado ao agro, o que está em jogo no Brasil, o debate sobre o abate de jumentos deixou de ser apenas emocional ou ideológico. Ele passou a envolver: Comércio exterior Cadeias produtivas emergentes Valorização de ativos rurais Geração de renda em regiões vulneráveis Os dados mostram que o mercado existe, pagam bem e tem demanda crescente. A discussão agora é estratégica: o Brasil vai estruturar essa cadeia e capturar valor ou vai abrir mão de um mercado global bilionário?

 

CompreRural

 

     Comentário: 

     O ser humano é desumano por natureza, não tem empatia pelos animais e muito menos reconhecem o que esses animais fazem para o bem estar dessas pessoas que não reconhecem o serviço prestado pelos jumentos, jegues, burros etc.

     Trocaram os jumentos pelas máquinas (motocicletas) para fazerem o serviço dos jegues e sem serviço, os jumentos foram abandonados pelos donos como um animal descartável. Esses humanos desumanos se esqueceram do quanto os jumentos foram úteis para as suas famílias e lhes deram lucros. Como desumanos só pensam em si mesmos, agora com a demanda da carne de jumento para consumo humano é provável que os donos ao saber dos lucros vão correndo a procura dos seus jumentos abandonados para garantir um preço alto e um lucro certo. Esses chineses só faltam comer merda de tudo eles comem até, porcarias de ratos, cães,  escorpiões etc.

     Se começarem a exportar as carnes de jumento para a China em pouco tempo os jumentos será extinto. Se o homem tivesse um pouco de empatia pelos animais não teriam abandonados os seus jumentos mesmo com o uso das máquinas, deixariam todos no pasto até a morte como recompensa pelos serviços prestados e não, no abandono, se pensassem com empatia viria que os animais é igual ao homem tem as mesmas necessidades e isso que os criadores de jumentos fizeram foram um ato de crueldade contra os animais e deveriam ser presos e condenados. Os animais têm mais empatia com o homem do que o homem com os animais. Quem é o irracional dos dois?

 

Ernani Serra

 

https://www.comprerural.com/de-abandonado-a-ativo-bilionario-mercado-pode-transformar-os-jumentos-em-nova-forca-do-agro-brasileiro/

 

https://www.mfrural.com.br/busca/cabeca-gado

 

https://www.comprerural.com/lucrando-alto-com-20-cabecas-de-gado/

 

Pensamento: O mundo não vale aquilo em que acreditamos.

 

Friedrich Nietzsche

 

 

 

 

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