De
abandonado a ativo bilionário: mercado pode transformar os jumentos em nova
força do agro brasileiro Escrito por Marcella Frade 18 de abril de 2026 - 08h09
Atualizado em 18 de abril de 2026 - 08h13 Gerado por IA Com mais de 730 mil
jumentos no país e demanda global bilionária puxada pela China, cadeia do abate
ganha respaldo econômico; especialistas apontam que valorização pode estimular
criação e tirar o jumento da rota do abandono Durante muito tempo, os jumentos
foram sinônimo de resistência no campo brasileiro. Presente principalmente no
Nordeste, foi peça-chave no transporte, na lida diária e na sobrevivência de
milhares de famílias. Com o avanço da mecanização e a substituição por veículos
motorizados, esse cenário mudou drasticamente. Sem função econômica definida,
milhares de animais passaram a ser abandonados, soltos em rodovias e
propriedades, tornando-se um problema social, logístico e sanitário. É nesse
contexto que o mercado de abate e exportação ressurge como alternativa
econômica — e também como um dos temas mais debatidos dentro do agro. Mas,
diferente do que muitas análises superficiais sugerem, o debate atual já não
gira apenas em torno de opinião. Há dados concretos, estudos acadêmicos e
informações de mercado internacional que mostram que o jumento entrou, de fato,
em uma cadeia global bilionária. Clique
aqui para seguir o canal do CompreRural no Whatsapp É nesse contexto que surge
uma cadeia controversa, mas economicamente relevante: o mercado de abate e
exportação de jumentos, que passou a reposicionar o animal como ativo dentro de
uma cadeia internacional altamente lucrativa. A lógica é direta: quando há
mercado, há interesse em produzir; quando não há valor econômico, o abandono
tende a crescer.
O
tamanho do rebanho de jumentos: um ativo ainda relevante no Brasil Levantamento
recente da World Population Review aponta que o Brasil possui mais de 730 mil
jumentos em 2026, número que reposiciona o país como um dos maiores detentores
desse tipo de animal no mundo. A entidade, sediada na Califórnia, consolida
dados a partir de bases como Nações Unidas e institutos oficiais de
estatística, utilizando metodologias reconhecidas internacionalmente para
projeções demográficas. Esse dado muda a lógica do debate: o jumento não é um animal
residual — é um ativo biológico relevante, ainda presente em escala
significativa no território nacional. Uma indústria global bilionária: o motor
econômico por trás do mercado O principal vetor de crescimento dessa cadeia
está na Ásia, especialmente na China, com a produção do ejiao, um derivado do
colágeno da pele do jumento utilizado na medicina tradicional e na indústria de
suplementos. Dados da agência internacional Reuters mostram que: A demanda
global exige cerca de 5,9 milhões de peles por ano A população de jumentos na
China caiu mais de 80% nas últimas décadas O preço do ejiao subiu cerca de 30
vezes em 10 anos Empresas líderes do setor registraram lucros superiores a 1
bilhão de yuans por ano Ou seja, existe uma equação clara: alta demanda +
escassez de matéria-prima = pressão internacional por novos fornecedores. É
nesse espaço que o Brasil entra. O mercado brasileiro: números, receita e
potencial de crescimento Mesmo com limitações regulatórias e operacionais, o
Brasil já apresentou números relevantes nesse setor. Em um dos períodos de
maior atividade, frigoríficos autorizados exportaram mais de 25 mil toneladas
de produtos derivados de asininos, gerando aproximadamente US$ 40 milhões em
receita. Na ponta da operação, os números ajudam a entender o interesse do
setor: Receita média de cerca de R$ 370 por animal abatido Possibilidade de
alcançar até R$ 870 por animal com exportação direta para a China ou seja, há
dinheiro na mesa — e ele cresce conforme a cadeia se aproxima do mercado final.
Além disso, dados oficiais apresentados pela Advocacia-Geral da União (AGU)
indicam: Centenas de empregos diretos e indiretos Participação de produtores
rurais como fornecedores Estrutura de frigoríficos com inspeção federal (SIF)
Isso confirma que não se trata de um mercado informal — mas de uma cadeia que
já operou dentro de parâmetros sanitários e comerciais reconhecidos. O ponto
central: sem mercado, não há produção A base do argumento econômico pró-abate é
simples e respaldada por lógica produtiva: nenhuma espécie é criada em escala
sem retorno financeiro. Sem valor econômico, não há investimento, planejamento
ou interesse na manutenção e expansão do rebanho. Estudos acadêmicos publicados
pela Universidade de São Paulo (USP), na Brazilian Journal of Veterinary
Research and Animal Science, reforçam esse cenário ao apontar que o Brasil
ainda não possui uma cadeia estruturada de criação de jumentos. Segundo a
pesquisa, a oferta atual está ligada, em grande parte, a animais soltos ou
recolhidos, o que limita qualquer avanço produtivo mais consistente. Além
disso, há um fator biológico relevante: a reprodução dos jumentos é lenta, com
gestação de aproximadamente 12 meses, o que dificulta a reposição rápida do
rebanho. Ainda assim, o ponto central destacado pelos pesquisadores é outro:
sem demanda econômica consistente, não há estímulo para a reprodução
organizada, o que impede a formação de uma cadeia produtiva sólida no país. De
extrativismo à pecuária estruturada: onde está a oportunidade Hoje, o Brasil ainda
opera, em parte, em um modelo extrativista — coletando um estoque existente de
animais. No entanto, especialistas e agentes do setor defendem que a abertura
de mercado pode ser o gatilho para uma nova cadeia pecuária, com: Programas de
reprodução Melhoramento genético Rastreabilidade Integração produtiva (modelo
semelhante ao bovino) Na prática, isso significaria transformar o jumento em
uma nova fronteira do agro, especialmente em regiões de baixa mecanização.
Foto: Divulgação Muito além da pele: carne, exportação e subprodutos Embora o
couro seja o principal driver econômico, a cadeia produtiva do jumento não se
limita a esse único fator. Há espaço para ampliação e diversificação das
receitas, o que pode aumentar significativamente a viabilidade do setor no
longo prazo. Entre as possibilidades, destaca-se a exportação de carne, que já
foi realizada para mercados asiáticos, além do uso industrial de subprodutos,
ampliando o aproveitamento da matéria-prima. Esse movimento abre caminho para
um modelo mais eficiente, baseado no conceito de aproveitamento integral do
animal, prática comum em outras cadeias pecuárias. Esse tipo de estrutura já é
realidade em setores consolidados do agro, onde o valor está diretamente ligado
à eficiência produtiva e ao uso completo dos recursos disponíveis, elevando a
rentabilidade e reduzindo desperdícios. O fator crítico: abandono dos jumentos
versus valorização dos jumentos O Brasil vive hoje um paradoxo claro. De um
lado: Animais abandonados Acidentes em rodovias faltam de política de manejo De
outro: Um mercado internacional bilionário Demanda crescente Possibilidade de
geração de renda nesse cenário, o maior risco para o jumento não é apenas o
abate — é a ausência de valor econômico. Sem função e sem mercado, o animal
tende a desaparecer lentamente do sistema produtivo. Com valor, passa a ser:
Criado Manejado Integrado ao agro, o que está em jogo no Brasil, o debate sobre
o abate de jumentos deixou de ser apenas emocional ou ideológico. Ele passou a
envolver: Comércio exterior Cadeias produtivas emergentes Valorização de ativos
rurais Geração de renda em regiões vulneráveis Os dados mostram que o mercado
existe, pagam bem e tem demanda crescente. A discussão agora é estratégica: o
Brasil vai estruturar essa cadeia e capturar valor ou vai abrir mão de um
mercado global bilionário?
CompreRural
Comentário:
O
ser humano é desumano por natureza, não tem empatia pelos animais e muito menos
reconhecem o que esses animais fazem para o bem estar dessas pessoas que não
reconhecem o serviço prestado pelos jumentos, jegues, burros etc.
Trocaram
os jumentos pelas máquinas (motocicletas) para fazerem o serviço dos jegues e
sem serviço, os jumentos foram abandonados pelos donos como um animal
descartável. Esses humanos desumanos se esqueceram do quanto os jumentos foram
úteis para as suas famílias e lhes deram lucros. Como desumanos só pensam em si
mesmos, agora com a demanda da carne de jumento para consumo humano é provável
que os donos ao saber dos lucros vão correndo a procura dos seus jumentos
abandonados para garantir um preço alto e um lucro certo. Esses chineses só
faltam comer merda de tudo eles comem até, porcarias de ratos, cães, escorpiões etc.
Se começarem a exportar as carnes de jumento para a China em pouco tempo
os jumentos será extinto. Se o homem tivesse um pouco de empatia pelos animais
não teriam abandonados os seus jumentos mesmo com o uso das máquinas, deixariam
todos no pasto até a morte como recompensa pelos serviços prestados e não, no
abandono, se pensassem com empatia viria que os animais é igual ao homem tem as
mesmas necessidades e isso que os criadores de jumentos fizeram foram um ato de
crueldade contra os animais e deveriam ser presos e condenados. Os animais têm
mais empatia com o homem do que o homem com os animais. Quem é o irracional dos
dois?
Ernani
Serra
https://www.mfrural.com.br/busca/cabeca-gado
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Pensamento: O mundo não vale aquilo em que
acreditamos.
Friedrich
Nietzsche

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