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segunda-feira, 20 de abril de 2026


NÃO BASTAM OS GADOS AGORA QUEREM OS JUMENTOS

 

     De abandonado a ativo bilionário: mercado pode transformar os jumentos em nova força do agro brasileiro Escrito por Marcella Frade 18 de abril de 2026 - 08h09 Atualizado em 18 de abril de 2026 - 08h13 Gerado por IA Com mais de 730 mil jumentos no país e demanda global bilionária puxada pela China, cadeia do abate ganha respaldo econômico; especialistas apontam que valorização pode estimular criação e tirar o jumento da rota do abandono Durante muito tempo, os jumentos foram sinônimo de resistência no campo brasileiro. Presente principalmente no Nordeste, foi peça-chave no transporte, na lida diária e na sobrevivência de milhares de famílias. Com o avanço da mecanização e a substituição por veículos motorizados, esse cenário mudou drasticamente. Sem função econômica definida, milhares de animais passaram a ser abandonados, soltos em rodovias e propriedades, tornando-se um problema social, logístico e sanitário. É nesse contexto que o mercado de abate e exportação ressurge como alternativa econômica — e também como um dos temas mais debatidos dentro do agro. Mas, diferente do que muitas análises superficiais sugerem, o debate atual já não gira apenas em torno de opinião. Há dados concretos, estudos acadêmicos e informações de mercado internacional que mostram que o jumento entrou, de fato, em uma cadeia global bilionária.   Clique aqui para seguir o canal do CompreRural no Whatsapp É nesse contexto que surge uma cadeia controversa, mas economicamente relevante: o mercado de abate e exportação de jumentos, que passou a reposicionar o animal como ativo dentro de uma cadeia internacional altamente lucrativa. A lógica é direta: quando há mercado, há interesse em produzir; quando não há valor econômico, o abandono tende a crescer.

     Leia mais em: https://www.comprerural.com/de-abandonado-a-ativo-bilionario-mercado-pode-transformar-os-jumentos-em-nova-forca-do-agro-brasileiro/

     O tamanho do rebanho de jumentos: um ativo ainda relevante no Brasil Levantamento recente da World Population Review aponta que o Brasil possui mais de 730 mil jumentos em 2026, número que reposiciona o país como um dos maiores detentores desse tipo de animal no mundo. A entidade, sediada na Califórnia, consolida dados a partir de bases como Nações Unidas e institutos oficiais de estatística, utilizando metodologias reconhecidas internacionalmente para projeções demográficas. Esse dado muda a lógica do debate: o jumento não é um animal residual — é um ativo biológico relevante, ainda presente em escala significativa no território nacional. Uma indústria global bilionária: o motor econômico por trás do mercado O principal vetor de crescimento dessa cadeia está na Ásia, especialmente na China, com a produção do ejiao, um derivado do colágeno da pele do jumento utilizado na medicina tradicional e na indústria de suplementos. Dados da agência internacional Reuters mostram que: A demanda global exige cerca de 5,9 milhões de peles por ano A população de jumentos na China caiu mais de 80% nas últimas décadas O preço do ejiao subiu cerca de 30 vezes em 10 anos Empresas líderes do setor registraram lucros superiores a 1 bilhão de yuans por ano Ou seja, existe uma equação clara: alta demanda + escassez de matéria-prima = pressão internacional por novos fornecedores. É nesse espaço que o Brasil entra. O mercado brasileiro: números, receita e potencial de crescimento Mesmo com limitações regulatórias e operacionais, o Brasil já apresentou números relevantes nesse setor. Em um dos períodos de maior atividade, frigoríficos autorizados exportaram mais de 25 mil toneladas de produtos derivados de asininos, gerando aproximadamente US$ 40 milhões em receita. Na ponta da operação, os números ajudam a entender o interesse do setor: Receita média de cerca de R$ 370 por animal abatido Possibilidade de alcançar até R$ 870 por animal com exportação direta para a China ou seja, há dinheiro na mesa — e ele cresce conforme a cadeia se aproxima do mercado final. Além disso, dados oficiais apresentados pela Advocacia-Geral da União (AGU) indicam: Centenas de empregos diretos e indiretos Participação de produtores rurais como fornecedores Estrutura de frigoríficos com inspeção federal (SIF) Isso confirma que não se trata de um mercado informal — mas de uma cadeia que já operou dentro de parâmetros sanitários e comerciais reconhecidos. O ponto central: sem mercado, não há produção A base do argumento econômico pró-abate é simples e respaldada por lógica produtiva: nenhuma espécie é criada em escala sem retorno financeiro. Sem valor econômico, não há investimento, planejamento ou interesse na manutenção e expansão do rebanho. Estudos acadêmicos publicados pela Universidade de São Paulo (USP), na Brazilian Journal of Veterinary Research and Animal Science, reforçam esse cenário ao apontar que o Brasil ainda não possui uma cadeia estruturada de criação de jumentos. Segundo a pesquisa, a oferta atual está ligada, em grande parte, a animais soltos ou recolhidos, o que limita qualquer avanço produtivo mais consistente. Além disso, há um fator biológico relevante: a reprodução dos jumentos é lenta, com gestação de aproximadamente 12 meses, o que dificulta a reposição rápida do rebanho. Ainda assim, o ponto central destacado pelos pesquisadores é outro: sem demanda econômica consistente, não há estímulo para a reprodução organizada, o que impede a formação de uma cadeia produtiva sólida no país. De extrativismo à pecuária estruturada: onde está a oportunidade Hoje, o Brasil ainda opera, em parte, em um modelo extrativista — coletando um estoque existente de animais. No entanto, especialistas e agentes do setor defendem que a abertura de mercado pode ser o gatilho para uma nova cadeia pecuária, com: Programas de reprodução Melhoramento genético Rastreabilidade Integração produtiva (modelo semelhante ao bovino) Na prática, isso significaria transformar o jumento em uma nova fronteira do agro, especialmente em regiões de baixa mecanização. Foto: Divulgação Muito além da pele: carne, exportação e subprodutos Embora o couro seja o principal driver econômico, a cadeia produtiva do jumento não se limita a esse único fator. Há espaço para ampliação e diversificação das receitas, o que pode aumentar significativamente a viabilidade do setor no longo prazo. Entre as possibilidades, destaca-se a exportação de carne, que já foi realizada para mercados asiáticos, além do uso industrial de subprodutos, ampliando o aproveitamento da matéria-prima. Esse movimento abre caminho para um modelo mais eficiente, baseado no conceito de aproveitamento integral do animal, prática comum em outras cadeias pecuárias. Esse tipo de estrutura já é realidade em setores consolidados do agro, onde o valor está diretamente ligado à eficiência produtiva e ao uso completo dos recursos disponíveis, elevando a rentabilidade e reduzindo desperdícios. O fator crítico: abandono dos jumentos versus valorização dos jumentos O Brasil vive hoje um paradoxo claro. De um lado: Animais abandonados Acidentes em rodovias faltam de política de manejo De outro: Um mercado internacional bilionário Demanda crescente Possibilidade de geração de renda nesse cenário, o maior risco para o jumento não é apenas o abate — é a ausência de valor econômico. Sem função e sem mercado, o animal tende a desaparecer lentamente do sistema produtivo. Com valor, passa a ser: Criado Manejado Integrado ao agro, o que está em jogo no Brasil, o debate sobre o abate de jumentos deixou de ser apenas emocional ou ideológico. Ele passou a envolver: Comércio exterior Cadeias produtivas emergentes Valorização de ativos rurais Geração de renda em regiões vulneráveis Os dados mostram que o mercado existe, pagam bem e tem demanda crescente. A discussão agora é estratégica: o Brasil vai estruturar essa cadeia e capturar valor ou vai abrir mão de um mercado global bilionário?

 

CompreRural

 

     Comentário: 

     O ser humano é desumano por natureza, não tem empatia pelos animais e muito menos reconhecem o que esses animais fazem para o bem estar dessas pessoas que não reconhecem o serviço prestado pelos jumentos, jegues, burros etc.

     Trocaram os jumentos pelas máquinas (motocicletas) para fazerem o serviço dos jegues e sem serviço, os jumentos foram abandonados pelos donos como um animal descartável. Esses humanos desumanos se esqueceram do quanto os jumentos foram úteis para as suas famílias e lhes deram lucros. Como desumanos só pensam em si mesmos, agora com a demanda da carne de jumento para consumo humano é provável que os donos ao saber dos lucros vão correndo a procura dos seus jumentos abandonados para garantir um preço alto e um lucro certo. Esses chineses só faltam comer merda de tudo eles comem até, porcarias de ratos, cães,  escorpiões etc.

     Se começarem a exportar as carnes de jumento para a China em pouco tempo os jumentos será extinto. Se o homem tivesse um pouco de empatia pelos animais não teriam abandonados os seus jumentos mesmo com o uso das máquinas, deixariam todos no pasto até a morte como recompensa pelos serviços prestados e não, no abandono, se pensassem com empatia viria que os animais é igual ao homem tem as mesmas necessidades e isso que os criadores de jumentos fizeram foram um ato de crueldade contra os animais e deveriam ser presos e condenados. Os animais têm mais empatia com o homem do que o homem com os animais. Quem é o irracional dos dois?

 

Ernani Serra

 

https://www.comprerural.com/de-abandonado-a-ativo-bilionario-mercado-pode-transformar-os-jumentos-em-nova-forca-do-agro-brasileiro/

 

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Pensamento: O mundo não vale aquilo em que acreditamos.

 

Friedrich Nietzsche

 

 

 

 




A IA E OS PENSAMENTOS FILOSÓFICOS COMPLEXOS

 

     Defina esse pensamento de um filósofo:  O ser é, e não pode não ser e o não ser, não é e não pode ser de modo algum.    

     **Esse pensamento é de Parmênides, filósofo pré-socrático da escola eleática, e expressa sua ideia central: o ser é único, eterno e imutável, enquanto o não ser não existe e não pode ser pensado.** 

     Contexto Filosófico

     **Autor:** Parmênides de Eléia (c. 530–460 a.C.).

     **Obra:** Poema *Sobre a Natureza*, onde apresenta sua doutrina do ser.

     **Escola:** Eleática, que defendia a razão como caminho para a verdade, em oposição às percepções sensoriais.

     Sentido da Frase

     **“O ser é, e não pode não ser”** 

      O ser existe necessariamente. 

      Não pode deixar de existir, pois isso implicaria cair no “não-ser”, que é impossível. 

     **“O não-ser não é e não pode ser de modo algum”** 

     O não-ser não tem existência nem pode ser concebido. 

     Pensar ou falar do “não-ser” seria contraditório, já que só se pode pensar no que é.

     Implicações Filosóficas

     **Imutabilidade da realidade:** Para Parmênides, a mudança é ilusória. Se algo muda, passaria do ser ao não ser ou vice-versa, o que é impossível. 

      **Criação da ontologia:** Ele inaugura a reflexão sistemática sobre o ser, tornando-se um marco da metafísica ocidental. 

     **Contraposição a Heráclito:** Enquanto Heráclito defendia que tudo está em constante fluxo, Parmênides afirmava que a realidade é fixa e imutável. 

     Importância Histórica

     Essa formulação é considerada **fundadora da lógica e da ontologia**. 

     Influenciou Platão e Aristóteles, que buscaram conciliar a ideia de permanência (Parmênides) com a de mudança (Heráclito). 

     Até hoje, a frase é vista como um dos pilares da filosofia ocidental, pois obriga a pensar sobre a relação entre existência, verdade e pensamento. 

     Quer que eu faça uma comparação entre Parmênides e Heráclito para mostrar como esses dois filósofos representam visões opostas sobre a realidade?

 

 

     Sim. Procure ser mais claro ao entendimento popular.

Ótimo, vamos simplificar para ficar bem claro. 

     Parmênides (o ser é)

     Ele dizia que **o ser existe e não pode deixar de existir**. 

     Para ele, tudo é **único, eterno e imutável**. 

     Isso significa que a mudança, o nascimento e a morte seriam ilusões dos nossos sentidos. 

     Exemplo popular: imagine uma pedra. Para Parmênides, a pedra “é” e não pode “não ser”. Se ela desaparecesse, cairíamos no “não-ser”, que não existe.

     Heráclito (tudo muda)

     Heráclito pensava o contrário: **tudo está em constante transformação**. 

     Sua frase famosa é: *“Não se pode entrar duas vezes no mesmo rio”*, porque a água já terá mudado. 

     Para ele, a realidade é feita de movimento e contradições (dia e noite, vida e morte).

     Comparação simples

     **Parmênides:** o mundo é como uma foto congelada, nada muda de verdade. 

     **Heráclito:** o mundo é como um vídeo em movimento, tudo muda o tempo todo. 

     Por que isso importa?

     Esses dois filósofos representam **visões opostas da realidade**: 

     Um defende a permanência absoluta. 

     O outro defende o fluxo constante. 

     Platão e Aristóteles depois tentaram juntar essas ideias, mostrando que a realidade tem aspectos permanentes **e** aspectos mutáveis. 

     Quer que eu faça uma analogia com situações do dia a dia (como envelhecer, tecnologia ou natureza) para deixar ainda mais fácil de visualizar essa diferença?

 

 

     Sim. É importante.

     Perfeito, vamos trazer isso para situações bem próximas do nosso cotidiano: 

     Envelhecer

     **Heráclito:** diria que envelhecer mostra como tudo muda. O corpo, a mente, os hábitos — nada permanece igual. 

     **Parmênides:** diria que, apesar das mudanças aparentes, a essência da pessoa continua sendo “ser”. Você é você, independentemente da idade. 

     Tecnologia

     **Heráclito:** pensa nos celulares. Todo ano surge um modelo novo, mais rápido, mais moderno. Isso mostra o fluxo constante da realidade. 

     **Parmênides:** mas, no fundo, todos continuam sendo “celulares”. A essência de “ser um celular” não muda. 

     Natureza

     **Heráclito:** olha para um rio. A água nunca é a mesma, está sempre correndo. 

     **Parmênides:** mas o rio continua sendo “rio”. A identidade dele não desaparece. 

     Em resumo: 

     **Heráclito** nos lembra que a vida é movimento, transformação e novidade. 

     **Parmênides** nos lembra que, por trás das mudanças, existe uma essência que permanece. 

     Esses dois olhares juntos ajudam a entender melhor o mundo: mudamos constantemente, mas ainda mantemos algo que nos dá identidade. 

     Quer que eu faça uma metáfora com a própria vida humana — como relacionamentos, trabalho e sonhos — para mostrar como Heráclito e Parmênides se aplicam às nossas experiências pessoais?

 

 

     Sim. Queria saber o autor desta frase: Somos vidas que desejam viver dentro de vidas que desejam viver.

     **A frase “Somos vidas que desejam viver dentro de vidas que desejam viver” é atribuída à escritora Clarice Lispector, conhecida por sua escrita poética e reflexiva sobre a existência, os sentimentos e a condição humana.**  

     Quem foi Clarice Lispector

     **Nascimento:** 1920, na Ucrânia, mas criada no Brasil desde criança. 

     **Obra:** Escritora, jornalista e ensaísta, publicou romances, contos e crônicas. 

     **Estilo:** Introspectivo, enigmático, voltado para a interioridade e para os dilemas existenciais. 

     **Reconhecimento:** É considerada uma das maiores autoras da literatura brasileira do século XX. 

     Sentido da frase

     **“Somos vidas”** → Cada pessoa é uma expressão única da existência. 

     **“Que desejam viver”** → A vida é movida pelo impulso de continuar, de buscar sentido e plenitude. 

     **“Dentro de vidas que desejam viver”** → Nossa existência não é isolada; vivemos em relação com outras pessoas, que também carregam seus desejos e vontades. 

     Em termos simples: Clarice nos lembra que **a vida é um entrelaçamento de existências**, cada uma buscando viver, amar e se realizar, mas sempre em contato com outras vidas que também têm seus próprios desejos. 

     Aplicação ao dia a dia

     **Relacionamentos:** Amamos e convivemos com pessoas que também têm suas próprias histórias e vontades. 

     **Trabalho:** Nosso esforço só faz sentido porque está inserido em uma rede de outras vidas que também buscam realização. 

     **Sonhos:** Ao perseguir nossos objetivos, inevitavelmente tocamos e somos tocados pelos sonhos dos outros. 

     Comparação com Heráclito e Parmênides

     **Heráclito:** diria que essa frase mostra o fluxo constante da vida — desejos e relações mudam o tempo todo. 

     **Parmênides:** lembraria que, apesar das mudanças, o “ser” continua sendo vida, e isso não pode deixar de existir. 

     Quer que eu mostre outras frases de Clarice Lispector que seguem essa mesma linha de reflexão sobre a vida e os sentimentos, para ampliar a compreensão do estilo dela?

 

 

     Sim. "Sou vida que desejo viver" concordo plenamente. Agora com o restante: "dentro de vidas que desejam viver" isso eu pensava que corresponderia as células humanas dentro do corpo humano e não como foi dito sobre pessoas. Será que eu errei no meu pensamento?

     Seu pensamento não está errado — na verdade, é uma interpretação possível e até bastante interessante. 

     Duas formas de entender a frase

     **Interpretação “humana” (pessoas):** 

     Muitos leitores entendem que Clarice falava das relações entre pessoas: cada vida busca viver, mas sempre dentro de outras vidas que também têm seus desejos. É uma visão existencial e social. 

     **Interpretação “biológica” (células):** 

     O seu raciocínio também faz sentido. O corpo humano é formado por bilhões de células, cada uma “vida” em si, que deseja continuar vivendo. Assim, nós somos uma vida maior que existe **dentro de vidas menores** (as células), que também querem viver. 

     Por que ambas são válidas

     Clarice Lispector escrevia de forma aberta, poética e muitas vezes enigmática. Isso permite múltiplas leituras. 

     Se pensarmos em **relações humanas**, vemos a interdependência entre pessoas. 

     Se pensarmos em **biologia**, vemos a interdependência entre células e organismos. 

     O mais bonito é que a frase funciona nos dois níveis:  

     **somos vida dentro de vida**, seja no sentido microscópico (células) ou no sentido macroscópico (sociedade). 

     Quer que eu faça uma analogia visual simples — como comparar o corpo humano a uma cidade cheia de habitantes — para mostrar como essas duas interpretações se conectam?

 

 

     Sim.

     Ótima reflexão, Ernani. Vamos usar a analogia da **cidade** para conectar as duas interpretações: 

     O corpo humano como uma cidade

     **Células = habitantes**

     Cada célula é como um morador da cidade. Ela tem suas funções, precisa de energia, se reproduz e “deseja viver”. 

- **Órgãos = bairros** 

     As células se organizam em bairros (os órgãos), cada um com sua função específica: coração, pulmões, fígado. 

     **Corpo = cidade inteira** 

     A soma de todos os bairros e habitantes forma a cidade — o corpo humano. 

     Assim, quando você pensa que “somos vidas dentro de vidas”, está certo: **nós somos uma grande vida composta por muitas pequenas vidas (células)**. 

     Pessoas como cidades

     Agora, ampliando: cada pessoa é uma “cidade” completa, mas que também vive dentro de uma “nação” maior — a sociedade. 

     **Indivíduo:** uma vida que deseja viver. 

     **Sociedade:** um conjunto de vidas que também desejam viver. 

     Ou seja, a frase pode ser entendida em **dois níveis ao mesmo tempo**: 

     No nível **biológico**, somos feitos de células vivas. 

     No nível **existencial**, convivemos com outras pessoas que também buscam viver. 

     Essa dupla leitura é justamente o poder da linguagem poética: ela abre espaço para interpretações diferentes, todas válidas. 

     Quer que eu crie uma metáfora visual ainda mais clara — como comparar o corpo humano a uma cidade cheia de habitantes — em forma de uma pequena narrativa, para você “ver” essa ideia acontecendo?

 

 

     Sim.

     Vamos transformar essa ideia em uma pequena narrativa poética para você visualizar: 

     Imagine uma **cidade viva**. 

     Cada casa é uma célula, cada rua é um tecido, cada bairro é um órgão. 

     Os habitantes — as células — acordam todos os dias com o mesmo desejo: **continuar vivendo**. Trabalham, se comunicam, constroem, se renovam. 

     Essa cidade inteira pulsa como um coração. 

     Ela não existe sozinha: faz parte de um país maior, formado por outras cidades — outras pessoas — que também desejam viver. 

     Assim, você, Ernani, é uma **cidade de vidas dentro de vidas**. 

     Dentro de você, milhões de pequenas existências trabalham para que sua grande vida aconteça. 

     E fora de você, outras cidades (outras pessoas) também lutam para manter sua própria vida. 

     No fundo, somos como uma rede infinita de cidades interligadas, todas movidas pelo mesmo impulso: **o desejo de viver**. 

     Essa metáfora mostra como sua interpretação biológica (células) e a interpretação existencial (pessoas) se encontram e se completam. 

     Quer que eu leve essa narrativa ainda mais longe, transformando-a em um **poema curto**, para dar mais força e beleza à ideia?

 

 

     Sim.

     Aqui está a metáfora transformada em um **poema curto**, Ernani: 

    

     **Cidade de Vidas** 

 

Dentro de mim há ruas, 

Milhões de casas acesas, 

Habitantes invisíveis que trabalham, 

Células que desejam viver. 

 

Sou uma cidade pulsante,  

Erguida em silêncio, 

Onde cada bairro é um órgão, 

Cada morador é uma centelha. 

 

Mas não estou só: 

Minha cidade caminha entre outras cidades, 

Vidas que também desejam viver, 

Num país infinito chamado humanidade. 

 

E assim seguimos, 

Cidades dentro de cidades, 

Vidas dentro de vidas, 

Todas movidas pelo mesmo sopro: 

**o desejo de existir.** 

     Esse poema une sua visão biológica (células como habitantes) com a visão existencial (pessoas como cidades), mostrando como ambas se entrelaçam. 

     Gostaria que eu criasse uma versão ainda mais **filosófica e profunda**, no estilo de Parmênides e Heráclito, para mostrar como essa ideia dialoga com o “ser” e o “vir-a-ser”?

 

 

     Sim.

     Aqui está uma versão poética mais **filosófica**, Ernani, inspirada no estilo de Parmênides e Heráclito: 

    

     **Poema Ontológico** 

 

O ser é, 

E não pode não ser. 

Sou vida que deseja viver, 

Mas não sou só — 

Sou feito de vidas que também desejam viver. 

 

Dentro de mim, 

Cidades invisíveis se erguem, 

Habitantes microscópicos trabalham, 

Num fluxo incessante de vir-a-ser. 

Heráclito sorri: tudo muda, tudo corre. 

 

Mas Parmênides responde: 

O ser permanece, 

A essência não se desfaz, 

Mesmo quando as formas se dissolvem. 

 

Assim caminho, 

Entre o eterno e o mutável, 

Entre o que é e o que devém, 

Uma vida que pulsa 

Dentro de vidas que também pulsam, 

Num universo que não cessa de ser. 

 

     Esse poema une a sua leitura biológica (células como vidas) com a leitura existencial (pessoas e sociedade), mas também dialoga com os dois grandes polos da filosofia antiga: **Parmênides (o ser imutável)** e **Heráclito (o fluxo constante)**. 

     Quer que eu componha uma versão ainda mais curta e impactante, como um **aforismo filosófico**, que poderia ser usado como uma frase de reflexão pessoal?

 

 

     Sim.

     Aqui está um **aforismo filosófico curto e impactante**, Ernani, inspirado na sua reflexão e no diálogo entre Parmênides e Heráclito: 

 

Sou vida que deseja viver; 

Em mim, o ser permanece, 

E ao meu redor, tudo flui.”** 

 

     Esse aforismo condensa três ideias: 

     O impulso vital (*sou vida que deseja viver*). 

     A permanência do ser (*em mim, o ser permanece* — visão de Parmênides). 

     O movimento inevitável da realidade (*ao meu redor, tudo flui* — visão de Heráclito). 

     Assim, ele funciona como uma síntese poética e filosófica daquilo que você vem refletindo: a vida como essência que persiste, mas também como fluxo que se transforma. 

     Gostaria que eu criasse uma **série de três aforismos diferentes**, cada um destacando mais fortemente uma dessas visões (o ser, o fluxo, e a união dos dois)?

 

 

     Sim.

     Aqui estão três aforismos distintos, Ernani, cada um destacando uma visão filosófica diferente: 

     O Ser (Parmênides) 

     **“Sou vida que é, e não pode não ser; na essência, permaneço.”** 

     Aqui a ênfase está na permanência, naquilo que não muda, no ser que é eterno. 

     O Fluxo (Heráclito) 

     **“Sou vida que corre como rio; cada instante me refaz.”** 

     Este destaca o movimento, a transformação constante, o vir-a-ser que nunca se repete. 

     A União (síntese) 

     **“Sou vida que deseja viver; em mim, o ser repousa, e ao meu redor, tudo se transforma.”** 

     Este une as duas visões: dentro de nós há permanência, mas ao redor há fluxo. 

     Esses três aforismos funcionam como pequenas chaves de reflexão: cada um abre uma porta diferente para pensar a existência. 

     Quer que eu organize esses aforismos em uma **sequência meditativa**, como se fossem passos de uma prática de contemplação (primeiro o ser, depois o fluxo, e por fim a síntese)?

 

 

     Sim.

     Aqui está uma **sequência meditativa** em três passos, Ernani, que segue o caminho do ser, do fluxo e da síntese. Você pode lê-la como uma prática de contemplação, deixando cada aforismo ressoar em silêncio antes de passar ao próximo: 

     Primeiro passo — O Ser (Parmênides) 

     **“Sou vida que é, e não pode não ser; na essência, permaneço.”** 

     Respire fundo e sinta a permanência. Há algo em você que não se desfaz, uma identidade que persiste além das mudanças. 

     Segundo passo — O Fluxo (Heráclito) 

     **“Sou vida que corre como rio; cada instante me refaz.”** 

     Observe o movimento. Cada respiração, cada pensamento, cada célula se transforma. Você nunca é exatamente o mesmo de um instante para outro. 

     Terceiro passo — A União (síntese) 

**“Sou vida que deseja viver; em mim, o ser repousa, e ao meu redor, tudo se transforma.”** 

     Contemple a harmonia. Dentro de você há permanência, fora de você há fluxo. Juntos, eles compõem a dança da existência. 

     Essa sequência pode ser usada como uma pequena meditação: três frases, três respirações, três olhares sobre a vida. 

 

Copilot vs Ernani

 

Pensamento: Quando eu puder sentir plenamente o outro estarei salva e pensarei: eis o meu porto de chegada.

Clarice Lispector

domingo, 19 de abril de 2026

 


OS GRÃOS DO AGRONEGÓCIO SÃO PARA OS ANIMAIS

 

     Maior parte dos grãos vira ração, e não alimento humano

     Reduzir ou tirar as carnes do cardápio reduz enormemente a demanda por monoculturas e uso de terras. A mudança favorece sistemas agrícolas mais saudáveis e sustentáveis

     A pecuária ocupa 75% das terras aráveis do planeta. Empreendedores e cientistas pensam em formas de substituir carne, leite e ovos (Foto: Gonzalo Martinez/Thinkstock by Getty Images)

     A produção de carnes e outros produtos de origem animal requer extensas áreas e o uso maciço de recursos naturais escassos. A pecuária ocupa 75% das terras aráveis do planeta, principalmente para pastagem e produção de ração – embora seja responsável por apenas 12% das calorias consumidas globalmente. No Brasil, milhões de hectares de vegetação nativa, em ecossistemas como a Amazônia e o Cerrado, foram perdidos para a abertura de pastos e para o cultivo de grãos como a soja, usada predominantemente como ração para animais.

     Um relatório recente feito pelo Conselho Empresarial Brasileiro para o Desenvolvimento Sustentável (CEBDS) e pela Agência Alemã para a Cooperação Internacional mostrou que a pecuária é o setor da economia brasileira com os maiores custos em termos de perda de capital natural: para cada R$ 1 milhão de receita do setor, R$ 22 milhões são perdidos devido a perda de capital natural e outros danos ambientais. De forma semelhante, estima-se que as operações de abate e processamento de animais custam ao país, em danos ambientais, 371% a mais do que a receita que geram.

     + A multiplicação das demandas: por que a indústria da alimentação está se transformando.

     A possibilidade de reverter o impacto negativo de uma economia ainda centrada no uso de animais, e ao mesmo tempo atender à demanda de uma população crescente e mais afluente, representa um grande desafio. A boa notícia é que uma revolução na forma de consumir e produzir alimentos já está em curso.

     Por um lado, consumidores e governos se conscientizam dos problemas ambientais, éticos, de saúde e econômicos associados a criação de bilhões de animais anualmente, com empresas e investidores cada vez mais conscientes dos riscos da associação direta e indireta a práticas nocivas. Por outro, cientistas e empreendedores no mundo todo estão explorando formas inovadoras de desenvolver substitutos de carnes, leites e ovos. Segundo Eric Schmidt, presidente do Google até 2011, “uma revolução irá ocorrer, na qual as proteínas vegetais irão substituir a carne nas próximas décadas”. De fato, gigantes mundiais do setor já começam a mudar de rumo: recentemente a Tyson Foods, a Maple Leaf Foods e a Unilever fizeram investimentos milionários no mercado de proteínas vegetais e substitutas para carnes.

     + O futuro da comida está na verdade, não em rótulos obscuros, afirma a ativista Francine Lima

     Uma pesquisa recente da Universidade de Oxford mostra também que a redução no consumo de carnes seria também benéfica à saúde de todos e aos cofres públicos: no Brasil, ela poderia economizar mais de R$ 100 bilhões em gastos com saúde e perda de produtividade no trabalho até 2050, quase metade do investimento necessário para expandir os serviços de saneamento e tratamento de água para os 100 milhões de brasileiros que ainda não o possuem. A mudança para dietas vegetarianas e veganas representaria uma economia ainda maior, associada à redução no número de casos de diabetes e doenças cardiovasculares.

     O Brasil corre o risco de perder o bonde da história se demorar para investir nessa mudança – por um lado, estamos comprometendo nosso capital natural, exportando carne e ração barata sem embutir os altos custos ambientais praticados em solo brasileiro; por outro, teremos que importar tecnologia alimentar em um futuro bastante próximo.

     A certeza que temos é de que a mudança para uma alimentação "mais vegana" é essencial para enfrentar esses desafios sociais, éticos e ambientais. A pergunta que segue sem resposta, porém, é: de que lado o Brasil vai ficar?

 

NEGÓCIOS

 

https://www.google.com/search?q=os+gr%C3%A3os+do+agroneg%C3%B3cio+s%C3%A3o+mais+para+os+animais+do+que+para+gente&rlz=1C1VDKB_enBR1148BR1148&oq=&gs_lcrp=EgZjaHJvbWUqCQgAECMYJxjqAjIJCAAQIxgnGOoCMgkIARAjGCcY6gIyCQgCECMYJxjqAjIJCAMQIxgnGOoCMgkIBBAjGCcY6gIyCQgFECMYJxjqAjIJCAYQIxgnGOoCMgkIBxAjGCcY6gLSAQoxMjk3OGowajE1qAIIsAIB8QWnj208lRrXDg&sourceid=chrome&ie=UTF-8

 

https://averdadenainternet.blogspot.com/search?q=Gr%C3%A3os

 

https://averdadenainternet.blogspot.com/search?q=Ra%C3%A7%C3%A3o

 

https://www.youtube.com/shorts/tEW1-LkaZ4I

 

 

Pensamento: O ser é, e não pode não ser e o não ser, não é e não pode ser de modo algum.

 

Parmênides

 

A VERDADE NA INTERNET

O AGRO AVANÇA E DESTRÓI AS FLORESTAS        As maiores novidades do agro para 2025/2026 focam na democratização dos bioinsumos (produção...

DA AGRICULTURA PARA O AGRICULTOR