Agro brasileiro tem primeiro trimestre histórico em 2026, com mais de
US$ 38 bilhões em exportações e superávit de US$ 33 bilhões
Resultado é o maior da série histórica para o período de janeiro a
março. Em março, o setor somou US$ 15,4 bilhões e respondeu por 48,8% das
exportações brasileiras.
As exportações do agronegócio brasileiro somaram US$ 38,1 bilhões no
primeiro trimestre de 2026, alta de 0,9% em relação ao mesmo período de 2025.
Trata-se do maior valor da série histórica para os meses de janeiro a março.
Por sua vez, as importações do setor totalizaram US$ 5 bilhões (queda de 3,3%
em relação ao primeiro trimestre de 2025), o que resultou em superávit de US$
33 bilhões no período (alta de 1,8% em relação ao mesmo intervalo do ano
passado).
O desempenho reflete, entre outros fatores, a estratégia de abertura e
ampliação de mercados. Entre janeiro e março deste ano, foram 30 novos mercados
abertos para produtos do agro brasileiro, que se somam aos mais de 500 mercados
abertos nos três primeiros anos de gestão. Em março, as exportações somaram US$
15,41 bilhões, encerrando o trimestre histórico do setor.
Apesar do aumento do volume exportado em 3,8%, o que demonstra acesso
cada vez maior dos produtos brasileiros ao exterior, houve queda do preço médio
em 2,8%. Entre os fatores associados ao recuo está a redução do preço médio das
cotações de algumas commodities da pauta exportadora, como açúcar de cana em
bruto, algodão não cardado nem penteado, milho e farelo de soja.
No primeiro trimestre, a China foi o principal destino das exportações
do agronegócio brasileiro, responsável por 29,8% de participação na pauta
exportadora, com US$ 11,33 bilhões (alta de US$ 510 milhões, +4,7% em relação
ao primeiro trimestre de 2025). A União Europeia ficou na segunda posição, com
+14,9% de participação na pauta exportadora e US$ 5,67 bilhões (recuo de US$
5,6 milhões, -0,1%, em relação ao primeiro trimestre de 2025), seguida pelos
Estados Unidos, com +5,9% de participação e US$ 2,24 bilhões (recuo de US$ 1,02
bilhão, -31,2%, em relação ao primeiro trimestre de 2025).
Além da China, os mercados que mais contribuíram para o crescimento das
exportações brasileiras do agronegócio nos três primeiros meses do ano foram:
Índia (US$ 908 milhões, aumento de US$ 291 milhões, incremento de +47,1%
e aumento de 2,4% de participação),
Filipinas (US$ 469 milhões, aumento de US$ 191 milhões, incremento de
+68,3% e aumento de 1,2% em participação),
México (US$ 709 milhões, aumento de US$ 126 milhões, incremento de
+21,7% e aumento de 1,9% em participação),
Tailândia (US$ 635 milhões, aumento de US$ 122 milhões, incremento de
+23,8% e aumento de 1,7% em participação),
Japão (US$ 832 milhões, aumento de US$ 114 milhões, incremento de +15,8%
e aumento de 2,2% participação),
Chile (US$ 603 milhões, aumento de US$ 108 milhões, incremento de +21,8%
e participação de 1,6%) e
Turquia (US$ 1,06 bilhão, aumento de US$ 105 milhões, incremento de +11%
e participação de 2,8%).
Por sua vez, os seis principais setores exportadores do agronegócio no
primeiro trimestre de 2026 foram: complexo soja
(US$ 12,13 bilhões, 31,8% do total das exportações e incremento de 11,5% em
relação ao mesmo período de 2025); proteínas animais (US$
8,12 bilhões, 21,3% do total das exportações e incremento de 21,8% em relação
ao mesmo período de 2025); produtos florestais (US$
3,94 bilhões, 10,3% do total das exportações e decréscimo de 10,1% em relação
ao mesmo período de 2025); café (US$ 3,32
bilhões, 8,7% do total das exportações e decréscimo de 19,2% em relação ao mesmo
período de 2025); complexo sucroalcooleiro (US$
2,33 bilhões, 6,1% do total das exportações e decréscimo de 22,4% em relação ao
mesmo período de 2025); cereais, farinhas e preparações
(US$ 2,08 bilhões, 5,5% do total das exportações e incremento de 8,6% em
relação ao mesmo período de 2025).
No período, também houve recorde para carne
bovina in natura em valor (US$ 3,98 bilhões, 10,5% do total exportado e
aumento de 37,3% em relação ao primeiro trimestre de 2025) e em quantidade (702
mil toneladas, 1,2% do volume total exportado e aumento de 19,7% em relação ao
primeiro trimestre de 2025). A carne suína in natura também
bateu recorde em valor (US$ 846 milhões, 2,2% do total das exportações e
aumento de 16,4% em relação ao primeiro trimestre de 2025) e em quantidade (336
mil toneladas, 0,6% do volume total exportado e aumento de 15,3% em relação ao
primeiro trimestre de 2025).
Em ambos os casos, o desempenho coincide com a estratégia de abertura e
ampliação de mercados. A carne bovina e
derivados acumulam 31 aberturas desde 2023. A carne
suína e derivados, por sua vez, já somam 21 aberturas, sendo quatro
apenas no primeiro trimestre de 2026.
Também houve recorde em quantidade para soja em
grãos (23,47 milhões de toneladas, 39,9% do volume total exportado e
aumento de 5,9% em relação ao primeiro trimestre de 2025), farelo de soja (5,43 milhões de toneladas, 9,2% do
volume total exportado e aumento de 5,1%) e algodão
(935 mil toneladas, 1,6% do volume total exportado e aumento de 0,6% em relação
ao primeiro trimestre de 2025).
O efeito das novas aberturas de mercado também começou a aparecer com
mais clareza em 2026. O feno acumula 13
aberturas de mercado desde 2024. No caso da erva-mate,
após 15 novas aberturas de mercado desde o início da atual gestão, as
exportações cresceram mais de 25,8% na comparação com o primeiro trimestre de
2023. Estados Unidos, Japão e Canadá estão entre os destinos que passaram a
importar o produto.
Também houve recorde nas exportações de outros produtos não tradicionais
da pauta exportadora, como pimenta piper seca, triturada ou em pó (US$ 160 milhões; +10,1% em relação
a janeiro-março/2025), feijões secos (US$ 65 milhões; +2,9% em valor e 87,89
mil toneladas; +22,9% em volume), outras rações para
animais domésticos (US$ 104,75 milhões; +8,6%), arroz
(573 mil toneladas; +152%), miudezas de frango (US$
197 milhões; +9,1% em valor e 132 mil toneladas; +7,6% em volume) e bovinos vivos (US$ 384 milhões; +70,8% em valor e 140
mil toneladas; +49,9% em volume).
Segundo o ministro da Agricultura e Pecuária, André de Paula, o
resultado reflete a pujança do setor. “Esse resultado mostra a força de um
setor que segue sendo construído com trabalho e investimento ao longo de muitos
anos. O agro brasileiro ocupa hoje uma posição de destaque no comércio
internacional porque há produção, há ciência, há sanidade e há capacidade de
responder às demandas dos mercados. Quero reafirmar que, na nossa gestão, vamos
seguir trabalhando para fortalecer essa base e ampliar as oportunidades para os
produtos brasileiros no exterior”.
Agronegócio exporta US$ 15,4 bilhões em março e responde por quase
metade das vendas externas do país
As exportações alcançaram US$ 15,41 bilhões e as importações de produtos
agropecuários totalizaram US$ 1,87 bilhão, o que resultou em superávit de US$
13,54 bilhões no mês. Em comparação com março de 2025, os preços médios de
exportação dos produtos do agronegócio brasileiro apresentaram crescimento de
0,1%, enquanto o volume embarcado recuou 0,8%. O valor exportado ficou 0,7% abaixo
do observado no mesmo mês do ano passado.
Entre os principais setores exportadores do agro brasileiro em março
destacam-se: complexo soja, com US$ 6,8 bilhões,
44,1% de participação e alta de 4,3% em relação a março de 2025; carnes, com US$ 2,83 bilhões, 18,4% de participação e
alta de 19,5% em relação a março de 2025; produtos
florestais, com US$ 1,31 bilhão, 8,5% e decréscimo de 17,1% em relação a
março de 2025; café, com US$ 1,1 bilhão, 7,2% de
participação e decréscimo de 28,0% em relação a março de 2025; e complexo sucroalcooleiro, com US$ 702 milhões, 4,6% de
participação e decréscimo de 30,1% em relação a março de 2025.
A China permaneceu como principal destino das exportações do
agro brasileiro, com US$ 5,57 bilhões e
36% de participação. A União Europeia segue como
a segunda colocada, com US$2,15 bilhões e 14% de participação. E Estados Unidos ficaram na terceira posição, com US$
736 milhões e participação de 4,8%. Entre os países que mais contribuíram para
o crescimento das exportações no mês destacaram-se: Egito,
com US$ 388 milhões e alta de 98,5%; México,
com US$ 372 milhões e alta de 38,2%; e Índia,
com US$ 365 milhões e alta de 59,4%.
Além dos produtos tradicionalmente mais exportados, diversos itens que
não compõem esse grupo registraram crescimento em março e reforçaram o
potencial de diversificação do portfólio exportador brasileiro. Entre eles,
destacam-se:
Feijões Secos – recorde em valor (US$ 20
milhões; +32% em relação a março/2025) e quantidade (27,3 mil toneladas; +51,3%
em relação a março/2025);
Amendoim em grãos - recorde em
quantidade (19,3 mil toneladas; +27,8% em relação a março/2025);
Óleo de milho – recorde em
valor (US$ 14,8 milhões; +420% em relação a março/2025) e quantidade (12,4 mil
toneladas; +321,7% em relação a março/2025);
Cerveja – recorde
em valor (US$ 18,5 milhões; +14,6% em relação a março/2025);
Chocolate e preparações
alimentícias contendo cacau – recorde em valor (US$ 17,8 milhões; +5,3% em relação
a março/2025);
Melancias frescas – recorde em
valor (US$ 13,3 milhões; +179% em relação a março/2025) e quantidade (17 mil
toneladas; +126,2% em relação a março/2025);
Fumo manufaturado – recorde em
valor (US$ 20 milhões; +83,9% em relação a março/2025) e quantidade (3,4 mil
toneladas; +51,1% em relação a março/2025);
Essências derivadas de madeira
–
recorde em quantidade (3,2 mil toneladas; +6,2% em relação a março/2025);
Alimentos para cães e gatos – recorde em
valor (US$ 10 milhões; +23,2% em relação a março/2025) e quantidade (7,5 mil
toneladas; +12,5% em relação a março/2025).
Para o secretário de Comércio e Relações Internacionais do Mapa, Luís
Rua, o desempenho está relacionado à agenda de acesso a mercados. “O resultado
do trimestre reflete a competitividade do agro brasileiro, mas também um
trabalho permanente de abertura e ampliação de mercado. É esse esforço que
permite consolidar destinos já relevantes, ampliar o espaço de produtos
brasileiros no exterior e dar mais previsibilidade ao comércio internacional do
agro”.
Gov.br
Pensamento: O truque da filosofia é
começar por algo tão simples que ninguém ache digno de nota e terminar por algo
tão complexo que ninguém entenda.
Bertrand
Russell

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